Qual seria o real motivo da rotatividade? Muitos profissionais justificam sua saída por uma remuneração maior, mas esta, muitas vezes, não é a causa-raiz que está levando seus profissionais mais experientes a sair. Por isso, decidimos compartilhar a história de Fernando e Valéria, que ilustra bem um caso típico de demissão voluntária na qual o líder foi pego de surpresa e ainda agiu tardiamente e sem as informações necessárias para ter sucesso na retenção do profissional.
Neste artigo:
- O que é: O artigo usa a história de Fernando e Valéria para mostrar um caso típico de demissão voluntária em que o líder foi pego de surpresa e agiu tarde. Ilustra como a remuneração maior costuma ser apresentada como motivo da saída, mas raramente é a causa-raiz.
- Por que importa: A saída de um profissional talentoso vai muito além do salário: no caso, faltavam flexibilidade e crescimento profissional. O artigo destaca os custos reais dessa perda, como horas extras para cobrir a vaga, queda no engajamento e performance da equipe, e despesas de desligamento, contratação e treinamento de um substituto.
- O que fazer: Mantenha conversas 1:1 frequentes para entender as expectativas, anseios e necessidades pessoais de cada liderado antes que a insatisfação vire pedido de demissão. Priorize tempo e energia para conhecer o que realmente importa para o profissional, em vez de reagir só com aumento de salário quando já é tarde.
Em busca de mais flexibilidade e crescimento
Certo dia, Fernando começou seu expediente já pedindo para conversar com sua líder. Disse que o assunto era urgente. Apesar da agenda cheia, preocupada, Valéria resolveu abrir espaço para conversar com Fernando. Afinal, já fazia quase um ano que eles não tinham uma conversa 1:1 sobre as expectativas de Fernando em relação ao trabalho e seus objetivos pessoais/profissionais.
Uma razão oculta da perda de talentos
Como Valéria temia, Fernando, um dos profissionais mais talentosos da equipe, pediu para sair. Ele disse ter conseguido uma posição em outra empresa que lhe oferecia melhor remuneração e novos desafios (e, o que ele não disse à líder, é que a nova empresa também lhe daria mais flexibilidade na forma de trabalhar e tempo para ficar com sua família)
Fernando vinha tentando, há quase um ano, conseguir oportunidade, espaço, e coragem, para dizer a sua líder sobre sua insatisfação com a obrigatoriedade de ir trabalhar no escritório pelo menos 3 dias por semana. Ele também queria dizer que já não estava enxergando crescimento profissional dentro da empresa e se sentia estagnado.
No entanto, Valéria se dizia sempre ocupada, e realmente estava, com muitas atribuições, e uma mentalidade que não priorizava o tempo de suporte à equipe, bem como uma conversa com Fernando sobre suas necessidades pessoais em relação ao trabalho. Como ele era um profissional há muito tempo estável na empresa, Valéria não imaginava que houvesse qualquer insatisfação com a forma de trabalhar. Mas suas expectativas e anseios e o espaço que o trabalho ocupava na vida dele haviam mudado, depois dos anos de pandemia e de toda a mudança no estilo de vida que veio junto.
Conclusão
Valéria ofereceu remuneração maior, para que Fernando ficasse, mas a líder não atuou sobre o que era mais importante para o liderado (a flexibilidade e o crescimento profissional), simplesmente porque não sabia o que era, não tinha dedicado tempo e energia para descobrir. Mas era muito tarde, não teve jeito.
Assim, Fernando saiu e Valéria ficou sem um dos melhores profissionais de sua equipe, e com uma série de demandas que os outros liderados não poderiam atender, assumindo temporariamente as operações de Fernando, além de dedicar tempo a contratar alguém para sua posição.
O tempo que ela parecia ter economizado em não fazer reuniões 1:1 com o Fernando (e mesmo com os outros liderados) foi consumido pelas horas de trabalho extra para substituí-lo. Além disso, a saída de Fernando impactou negativamente o engajamento e performance das equipes, e trouxe mais custos para a empresa, com seu desligamento, e com a contratação e treinamento de um novo profissional.
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Perguntas frequentes sobre retenção de talentos e o real motivo da rotatividade
Por que profissionais experientes pedem demissão alegando remuneração maior?
Segundo o artigo, a remuneração maior costuma ser o motivo declarado, mas muitas vezes não é a causa-raiz da saída. No caso de Fernando, por trás do pedido havia a busca por mais flexibilidade na forma de trabalhar, tempo para a família e crescimento profissional, necessidades que ele não conseguia comunicar à sua líder.
Oferecer um aumento de salário segura o profissional que pediu para sair?
Nem sempre. No caso relatado, Valéria ofereceu remuneração maior para que Fernando ficasse, mas não atuou sobre o que era mais importante para ele, a flexibilidade e o crescimento, porque não sabia quais eram suas reais necessidades. O profissional saiu mesmo assim, mostrando que o aumento isolado e tardio não resolve a causa-raiz.
Como o líder pode identificar a insatisfação antes que vire pedido de demissão?
O artigo aponta as conversas 1:1 frequentes como caminho para entender as expectativas e os objetivos pessoais e profissionais de cada liderado. Fernando passou quase um ano sem uma conversa 1:1 com sua líder e tentava encontrar espaço e coragem para falar de sua insatisfação. Reservar tempo regular para ouvir a equipe ajuda a antecipar sinais que passariam despercebidos.
Quais são os custos reais de perder um profissional experiente?
De acordo com o artigo, a saída de Fernando gerou horas de trabalho extra para que outros liderados cobrissem suas operações, além do tempo dedicado a contratar um substituto. Também impactou negativamente o engajamento e a performance das equipes e trouxe custos com o desligamento e com a contratação e o treinamento de um novo profissional.
Por que mudaram as expectativas dos profissionais em relação ao trabalho?
O artigo associa essa mudança aos anos de pandemia e à transformação no estilo de vida que veio junto. As expectativas, os anseios e o espaço que o trabalho ocupa na vida das pessoas mudaram, fazendo com que profissionais antes estáveis passassem a valorizar mais flexibilidade e crescimento, exigindo novas soluções dos líderes para retê-los.




