O estilo de liderança humanizada e empática está perdendo espaço para gestores mais focados em performance e resultados. Foi o que afirmou a colunista da Forbes, Carolina Castrillón, em seu artigo Why Leaders Are Ditching The ‘Nice Boss’ Approach (Por que líderes estão abandonando a abordagem de bom chefe), falando do cenário estadunidense. Será que esta onda chegará ao Brasil?
Neste artigo:
- O que é: O artigo discute se a liderança humanizada e empática está sendo abandonada em favor de gestores focados apenas em performance, partindo da coluna da Forbes de Caroline Castrillon sobre o cenário dos EUA e analisando se essa tendência chegará ao Brasil. Defende que humanizar a liderança e gerar resultados não são opostos, mas complementares na era da Inteligência Artificial.
- Por que importa: A recessão econômica que se arrasta desde a pandemia tem tirado o foco das pessoas, o que o artigo classifica como erro estratégico. Pesquisas como a Carreira dos Sonhos 2024 da Cia. de Talentos apontam desenvolvimento como o principal motivo que define uma empresa dos sonhos, e o estudo da McKinsey mostra que quem investe em pessoas para gerar performance prospera no longo prazo. No Brasil, o desafio cresce porque o país lidera o ranking mundial de ansiedade e precisa se adequar à atualização da NR-1.
- O que fazer: Abandone tanto o modelo de comando e controle quanto as recompensas superficiais, e adote uma liderança que desafia e capacita as pessoas para gerar resultados. Use a IA para reduzir desperdícios e ampliar o pensamento estratégico dos times, garantindo um ambiente psicologicamente seguro e adequado às exigências de riscos psicossociais da NR-1.
A crise econômica e o impacto na liderança
A recessão econômica que se arrasta desde a pandemia está forçando líderes a buscar soluções que garantam a competitividade e a perenidade de suas empresas. Isso, muitas vezes, tem tirado o foco das pessoas — um erro estratégico quando se trata de liderança humanizada.

Fonte: Conteúdo traduzido do artigo Why Leaders Are Ditching The ‘Nice Boss’ Approach, Caroline Castrillon, Forbes.
Foco em pessoas não é assistencialismo — é estratégia de performance
O mais interessante é que muitas empresas já entenderam que focar nas pessoas não significa adotar práticas assistencialistas. Muito pelo contrário: trata-se de uma abordagem estratégica para reconhecer o potencial dos colaboradores e investir no desenvolvimento deles. Isso gera performance sustentável e valor real para a empresa, tornando o RH uma cadeira estratégica.
Dar benefícios não é focar em pessoas
Como bem observado por Castrillón, “iniciativas corporativas de corte de custos aceleraram a tendência de redução dos benefícios e recompensas para os colaboradores.” Essa visão, no entanto, ainda associa o cuidado com as pessoas apenas a incentivos financeiros — o que é uma leitura superficial do que realmente representa uma liderança humanizada.
Crescimento e desenvolvimento são mais valorizados que recompensas
Diversas pesquisas já demonstraram que oportunidades de crescimento e desenvolvimento são hoje mais valorizadas pelos profissionais do que apenas benefícios. A edição de 2024 da Carreira dos Sonhos, por exemplo, pesquisa da Cia. de Talentos, concluiu que o principal motivo que define uma empresa dos sonhos para se trabalhar é “desenvolvimento”.

O modelo People + Performance: desenvolver pessoas para gerar resultados
Segundo o estudo da McKinsey, as empresas que prosperam no longo prazo são aquelas que investem no desenvolvimento de pessoas para gerar performance — não apenas aquelas que “agradam” os colaboradores sem exigir entregas claras. A combinação entre desafio, capacitação e inovação de base cria uma vantagem competitiva sólida e sustentável.
“People+Performance Winners demonstram um modelo organizacional distinto que desafia e capacita os colaboradores, ao mesmo tempo em que promove a inovação de baixo para cima.”

Comando e controle não sustentam a performance na era da Inteligência Artificial
Voltar ao modelo de comando e controle não é o caminho para prosperar em um mundo cada vez mais influenciado pela Inteligência Artificial. Tampouco é eficaz oferecer recompensas superficiais. O futuro da liderança requer o desenvolvimento de pessoas com foco em performance, apoiado por tecnologias que otimizam processos e ampliam o pensamento estratégico dos times.
O contexto brasileiro: ansiedade e nova NR-1
No Brasil, o desafio se intensifica. O país lidera o ranking mundial de ansiedade e agora precisa se adequar à atualização da NR-1, que exige o mapeamento e a gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Isso exige uma abordagem de liderança humanizada, capaz de equilibrar bem-estar e desempenho.
Humanizar para potencializar: o papel do líder na era da IA
A humanização da liderança deve criar condições para que as pessoas cresçam, desenvolvam-se e alcancem seu potencial máximo — gerando performance real para o negócio. Com o avanço da Inteligência Artificial, essa visão se torna ainda mais estratégica. A IA pode — e deve — ser usada para reduzir desperdícios, acelerar entregas e liberar o potencial estratégico das equipes, mas o ambiente em que isso vai acontecer precisa ser psicologicamente seguro, confiável.
IA e liderança humanizada: aliados para a performance sustentável
Apesar da pressão por resultados rápidos, o artigo da Forbes ressalta que:
“As empresas devem equilibrar os ganhos de eficiência com o cuidado genuíno com o bem-estar dos colaboradores para evitar danos a longo prazo, à moral e à lealdade dos times.”
Ou seja, a Inteligência Artificial não deve substituir o papel humano da liderança — mas potencializá-lo. O líder do futuro será aquele que souber integrar empatia com geração de resultados, usando a IA como aliada da performance sustentável.
E você? Está preparado para liderar com empatia, IA e foco em performance?
Sua liderança humanizada está preparada para conciliar empatia com a busca por resultados?
Fontes:
https://carreiradossonhos.com.br
Perguntas frequentes sobre o futuro da liderança humanizada na era da IA
A liderança humanizada está sendo abandonada?
O artigo parte da observação da colunista da Forbes Caroline Castrillon de que, nos EUA, o estilo empático tem perdido espaço para gestores focados em performance, impulsionado por iniciativas de corte de custos e redução de benefícios. No entanto, o texto argumenta que abandonar a humanização é um erro estratégico. A proposta é integrar empatia e geração de resultados, e não escolher entre uma e outra.
Focar em pessoas é o mesmo que adotar práticas assistencialistas?
Não. O artigo é claro ao separar os conceitos: focar nas pessoas não significa dar benefícios ou agradar colaboradores sem exigir entregas. Trata-se de uma abordagem estratégica para reconhecer o potencial dos colaboradores e investir no desenvolvimento deles, o que gera performance sustentável e valor real para a empresa, tornando o RH uma cadeira estratégica.
O que os profissionais valorizam mais hoje, benefícios ou desenvolvimento?
Segundo o artigo, diversas pesquisas mostram que oportunidades de crescimento e desenvolvimento são hoje mais valorizadas do que apenas benefícios financeiros. A edição de 2024 da Carreira dos Sonhos, pesquisa da Cia. de Talentos, concluiu que o principal motivo que define uma empresa dos sonhos para trabalhar é o desenvolvimento.
A Inteligência Artificial vai substituir o papel humano da liderança?
Não, o artigo defende que a IA deve potencializar o papel humano da liderança, não substituí-lo. Ela pode e deve ser usada para reduzir desperdícios, acelerar entregas e liberar o potencial estratégico das equipes. Mas isso exige um ambiente psicologicamente seguro e confiável, e o artigo da Forbes reforça que as empresas devem equilibrar ganhos de eficiência com o cuidado genuíno pelo bem-estar dos colaboradores.
Por que o desafio da liderança humanizada é maior no Brasil?
O artigo aponta que o desafio se intensifica no Brasil porque o país lidera o ranking mundial de ansiedade. Além disso, as empresas precisam se adequar à atualização da NR-1, que passa a exigir o mapeamento e a gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Isso reforça a necessidade de uma liderança capaz de equilibrar bem-estar e desempenho.




