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Busyaholic: como parar de se ocupar e inovar?

Você passa mais de 8 horas trabalhando, mas, no fim do dia, sente que não fez o suficiente? Tem a sensação de correria, de não ter tido um momento de tranquilidade, mas não produziu nada relevante ou não criou nada novo? Se você disse "sim" a alguma das perguntas acima, é provável que faça parte do time dos busyaholics. O busyaholic não só trabalha o tempo todo, mas sente necessidade de estar ocupado o tempo todo. Por esta razão, não dedica tempo ao ócio, tão relevante para a criatividade e performance. 

Busyaholic: como parar de se ocupar e inovar?

Você passa mais de 8 horas trabalhando, mas, no fim do dia, sente que não fez o suficiente? Tem a sensação de correria, de não ter tido um momento de tranquilidade, mas não produziu nada relevante ou não criou nada novo? Se você disse “sim” a alguma das perguntas acima, é provável que faça parte do time dos busyaholics. O busyaholic não só trabalha o tempo todo, mas sente necessidade de estar ocupado o tempo todo. Por esta razão, não dedica tempo ao ócio, tão relevante para a criatividade e performance. 

Neste artigo:

  • O que é: O artigo explica o conceito de busyaholic, o profissional que sente necessidade de estar ocupado o tempo todo, e mostra como o ócio, o espaço sem propósito entre as atividades, é essencial para a criatividade e a inovação.
  • Por que importa: Importa porque produtividade e criatividade não são proporcionais às horas de ocupação: a produtividade liga-se aos resultados gerados, e a criatividade depende de dar espaço para novas conexões entre conhecimentos. O texto também associa o comportamento ao FOMO, o medo de não acompanhar as novidades, descrito por Zander Netthercut no artigo We’re optimizing ourselves to death.
  • O que fazer: Saia do modo multitarefa e faça uma tarefa de cada vez: ouça colegas com atenção total, mantenha abertas só as abas ligadas à tarefa atual e caminhe sem olhar o celular. Crie momentos de ócio sem propósito para recarregar a capacidade criativa e abrir a mente a novas possibilidades.

Busyaholic e pouco produtivo ou criativo?

Segundo Zander Netthercut, autor do artigo “We’re optimizing ourselves to death” (“Estamos nos otimizando para a morte”), muitos de nós, e especialmente os millenials, ficamos aterrorizados pelo “não fazer”. 

Somos preenchidos pela sensação de F.o.M.O (Fear of missing out), ou seja, o medo de não conseguir acompanhar todas as novidades e atualizações. E esta sensação nos faz ficar conectados nas redes sociais, notícias etc., nos mantendo ocupados, embora nem sempre produtivos.

Aprendemos a ter medo de deixar de ser busyaholic, de parar de nos ocupar, com a sensação de que ficaremos para trás, perderemos relevância, dinheiro ou espaço no mercado. No entanto, sua produtividade e criatividade não são proporcionais ao número de horas que você está ocupado. 

A produtividade está diretamente relacionada aos resultados que você gera ao realizar suas tarefas ou tomar decisões, e ao quanto esses resultados estão alinhados com suas expectativas e as da empresa onde trabalha. 

E sua criatividade depende de uma combinação ótima entre acessar diferentes conhecimentos, ter uma especialidade, e dar espaço para novas conexões, combinações entre esses conhecimentos diversos e específicos.

Como usar o ócio para ser criativo e deixar de ser busyaholic?

No cenário atual, criatividade e inovação são mentalidades mandatórias para sobreviver e prosperar. Mas, para nos adaptarmos de maneira criativa, de vez em quando, precisamos desocupar nossa mente. O ócio não tem o propósito de descanso, lazer ou aprendizado. O ócio é o espaço que você cria entre essas atividades, sem um propósito específico. 

Você pode caminhar sem mexer no celular ou conversar, apenas curtindo o caminho. Você pode se sentar no seu sofá sem ligar a TV ou rolar o feed no celular. Pode olhar para o céu, apenas para apreciar, sem uma utilidade. 

As conexões novas, que vão viabilizar pensamentos criativos e uma visão inovadora de coisas e processos, serão ativadas, se você parar de ocupar seu cérebro com as mesmas conexões, com as mesmas atividades.

Para criar ócio, comece a sair do modo multitarefa

Abrir diversas abas no browser da internet, ficar olhando o whats app ou redes sociais durante uma reunião de trabalho, começar diversas tarefas, interrompendo as demais o dia todo, são alguns hábitos que alguns profissionais cultivem, com a crença de que estão sendo multitarefas produtivos e eficientes.

No entanto, se pudéssemos mensurar a quantidade de tarefas inacabadas e o nível de distração da mente quando mantemos esses hábitos, logo decidiríamos fazer uma tarefa de cada vez.

Abaixo, seguem algumas sugestões de como treinar um comportamento mais focado e, começar a se tornar mais pré-disposto ao ócio:

  • Converse com colega ou membro de equipe, 100% dedicado a ouvir o que a pessoa lhe diz, inclusive percebendo suas expressões e outros detalhes da comunicação não-verbal,
  • Deixe abertas apenas as abas do browser que estejam relacionadas a uma tarefa que tenha que realizar no trabalho,
  • Saia para caminhar e só caminhe, sem olhar o celular, de preferência sem conversar com outra pessoa.

Avalie ao longo dos dias ou semanas, suas percepções durante o exercício e anote o que for relevante.

Quando entendemos que os momentos de descanso recuperam nossa energia para produzir mais, e o tempo de ócio recarrega nossa capacidade criativa, damos o primeiro passo para sair do modo busyaholic e inovar.

Se você der tempo ao ócio, poderá se beneficiar, durante o expediente de trabalho, de uma mente muito mais aberta a enxergar novas possibilidades, disrupções para o seu modo de trabalhar e para o produto ou serviço com o qual trabalha.

E aí? Conseguiu identificar um comportamento que faz você ou um membro da sua equipe mais distraído, improdutivo ou pouco criativo?

O que você pode fazer hoje para mudar este comportamento busyaholic e inovar?


Perguntas frequentes sobre busyaholic e o uso do ócio para inovar

O que é um busyaholic?

O busyaholic é o profissional que não só trabalha o tempo todo, mas sente necessidade de estar ocupado o tempo todo. Por isso, não dedica tempo ao ócio, que é tão relevante para a criatividade e a performance. Muitas vezes vive a sensação de correria e de não ter produzido nada relevante ao fim do dia.

Estar sempre ocupado significa ser mais produtivo?

Não. Segundo o artigo, sua produtividade e criatividade não são proporcionais ao número de horas que você está ocupado. A produtividade está diretamente relacionada aos resultados que você gera e ao quanto eles estão alinhados com suas expectativas e as da empresa. Estar ocupado o tempo todo não garante entregar nada relevante ou criar algo novo.

O que é o ócio e por que ele ajuda na criatividade?

O ócio não tem o propósito de descanso, lazer ou aprendizado: é o espaço que você cria entre essas atividades, sem um propósito específico. Caminhar sem mexer no celular ou apenas olhar para o céu são exemplos. Esse espaço ativa novas conexões no cérebro, viabilizando pensamentos criativos e uma visão mais inovadora de coisas e processos.

Como o FOMO contribui para o comportamento busyaholic?

O FOMO, ou Fear of Missing Out, é o medo de não conseguir acompanhar todas as novidades e atualizações. Como descreve Zander Netthercut no artigo We’re optimizing ourselves to death, essa sensação nos mantém conectados em redes sociais e notícias, ocupados embora nem sempre produtivos. Ela alimenta o medo de parar e a crença de que ficaremos para trás ou perderemos relevância.

Como começar a sair do modo busyaholic na prática?

O primeiro passo é abandonar o modo multitarefa e fazer uma tarefa de cada vez. Converse com colegas 100 por cento dedicado a ouvir, deixe abertas apenas as abas do navegador ligadas à tarefa atual e saia para caminhar sem olhar o celular. Avalie suas percepções ao longo dos dias e semanas e anote o que for relevante. Esse treino de foco recarrega a capacidade criativa e abre a mente a novas possibilidades durante o expediente.

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